Patrimônio cultural além do tombamento

O patrimônio cultural está muito além dos bens tombados. Ele também está presente no cotidiano, nos vestígios arqueológicos, na alimentação, na música, nas práticas culturais e nos lugares que ajudam a construir a memória e a identidade de uma cidade.
Ah, Lisboa! O que aprender e o que esquecer com você

O artigo propõe uma leitura crítica da cidade de Lisboa a partir do olhar do urbanismo contemporâneo, analisando como a relação entre patrimônio histórico, uso misto e espaço público contribui para a vitalidade urbana. Ao mesmo tempo, evidencia contradições estruturais, como a precariedade da acessibilidade, os desafios da caminhabilidade e a segregação socioespacial. A mobilidade integrada surge como um ponto forte, enquanto a apropriação dos espaços públicos reforça a dimensão humana da cidade. A análise dialoga com autores clássicos do urbanismo para demonstrar que cidades não devem ser replicadas, mas compreendidas em sua complexidade.
Reúso adaptativo e preservação: quando o antigo serve ao futuro

O artigo aborda o reúso adaptativo e a preservação do patrimônio arquitetônico como estratégias para aliar memória, sustentabilidade e inovação, destacando o papel do arquiteto na requalificação de edifícios e na construção de cidades mais responsáveis e culturalmente conectadas.
Habitar o Patrimônio: Pessoas, Memória e Continuidade Urbana

O artigo reflete sobre a importância das pessoas que vivem em áreas patrimoniais na conservação do patrimônio construído. Destaca o papel do pertencimento territorial e das relações afetivas na preservação, defendendo que políticas públicas devem integrar ações sociais e urbanas para fortalecer o vínculo entre comunidade, técnicos e poder público. Preservar é também habitar com consciência, transformando o patrimônio em um legado vivo.
Resiliência urbana de São Luiz do Paraitinga

O artigo “Reconstrução e Resiliência: O Legado de São Luiz do Paraitinga e a Gestão de Riscos Urbanos”, de Fernanda F. D’Agostini, publicado em 25 de março de 2025, analisa o processo de reconstrução de São Luiz do Paraitinga após a inundação de 2010, que destruiu parte significativa de seu patrimônio histórico. A autora destaca a colaboração entre sociedade civil, universidades e entidades governamentais na reconstrução, enfatizando a importância de técnicas e materiais construtivos resilientes. O texto ressalta a necessidade de planejamento urbano sustentável e gestão integrada de riscos para tornar as cidades mais preparadas para eventos climáticos extremos, alinhando-se ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 da ONU.