Cidades Inteligentes começam com boas decisões

A inteligência das cidades não está apenas nos dados ou na tecnologia, mas na capacidade de transformá-los em decisões que promovam sustentabilidade, inclusão e qualidade de vida. Entenda por que as cidades inteligentes começam com boas escolhas.
Ah, Lisboa! O que aprender e o que esquecer com você

O artigo propõe uma leitura crítica da cidade de Lisboa a partir do olhar do urbanismo contemporâneo, analisando como a relação entre patrimônio histórico, uso misto e espaço público contribui para a vitalidade urbana. Ao mesmo tempo, evidencia contradições estruturais, como a precariedade da acessibilidade, os desafios da caminhabilidade e a segregação socioespacial. A mobilidade integrada surge como um ponto forte, enquanto a apropriação dos espaços públicos reforça a dimensão humana da cidade. A análise dialoga com autores clássicos do urbanismo para demonstrar que cidades não devem ser replicadas, mas compreendidas em sua complexidade.
Como as Áreas Verdes Transformam a Saúde Urbana

As áreas verdes deixaram de ser elementos complementares no planejamento urbano para se consolidarem como infraestruras essenciais à saúde pública. Este artigo discute, com base em evidências científicas, como parques, praças e corredores verdes impactam positivamente a saúde física e mental, mitigam efeitos ambientais críticos e evidenciam desigualdades socioespaciais. Defende-se que o arquiteto e urbanista, aliado à gestão de projetos, desempenha papel estratégico na construção de cidades mais saudáveis, resilientes e equitativas.
EIA-RIMA e a PNMA: técnica, política e viabilidade

O EIA-RIMA é um dos principais instrumentos do licenciamento ambiental brasileiro e desempenha papel estratégico na viabilidade de projetos urbanos e de infraestrutura. Fundamentado na Política Nacional do Meio Ambiente, esse mecanismo busca integrar desenvolvimento econômico, proteção ambiental e participação social, antecipando impactos e reduzindo riscos jurídicos e territoriais. Neste artigo, discutimos a evolução institucional da política ambiental no Brasil, os desafios atuais diante das mudanças legislativas e o papel do arquiteto e urbanista na mediação entre técnica, sustentabilidade e planejamento territorial. O domínio desses instrumentos amplia a atuação profissional e contribui para a construção de cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis.
Estudo de Impacto de Vizinhança: o que é e por que importa

Neste artigo, você vai entender o que é o EIV, por que ele é importante para a sociedade e como arquitetos e urbanistas atuam na mediação entre legislação, projeto e participação social. O texto também apresenta reflexões sobre sustentabilidade, mobilidade urbana e os desafios do planejamento contemporâneo, mostrando como esse instrumento pode qualificar projetos e promover cidades mais justas, inclusivas e resilientes.
Arquitetura para todos: da intenção ao exercício profissional

Falar em arquitetura para todos implica ultrapassar o discurso normativo e compreender como esse princípio se materializa no exercício cotidiano da profissão. Este artigo aprofunda a discussão iniciada no primeiro texto da série, deslocando o debate do campo conceitual para o plano da prática profissional, analisando o papel do arquiteto como mediador técnico, social e cultural. A partir de referências institucionais e de abordagens contemporâneas da arquitetura e do urbanismo, discute-se como acessibilidade, inclusão, comunicação e responsabilidade técnica se articulam no processo projetual e na gestão dos projetos.
Estatuto da Cidade e Estatuto da Metrópole na Arquitetura

1. Introdução – Arquitetura, legislação urbana e responsabilidade técnica A atuação do arquiteto e urbanista no Brasil ocorre em um campo indissociável entre projeto, legislação e política urbana. Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, a cidade passou a ser reconhecida como um bem coletivo, cuja produção e apropriação devem atender ao interesse social. […]
Repensar o Urbanismo: entre tecnologia, ética e sustentabilidade

O artigo explora como urbanismo, tecnologia e ética devem convergir para repensar o planejamento das cidades. Ao analisar a ressignificação do urbanismo, a interdependência entre território e ecossistema e o uso da cartografia de dados, mostramos como novas ferramentas ampliam a capacidade de diagnóstico e a precisão das políticas públicas — desde a priorização de corredores de transporte até a identificação de áreas de vulnerabilidade.
Tendências em Design Urbano e Gestão de Projetos Sustentáveis

Este artigo explora as principais tendências de design urbano e gestão de projetos que estão moldando o futuro das cidades. A partir de referências como ONU-Habitat, Carlos Leite e Observatório das Metrópoles, discute-se a emergência de modelos como a cidade dos 15 minutos, infraestrutura verde e participação cidadã. Também são abordadas práticas contemporâneas de gestão como metodologias ágeis, digital twins, BIM urbano e gestão de riscos climáticos. Por fim, o texto apresenta aplicações de tecnologias como IoT, IA, economia circular e realidade aumentada, reforçando o papel da inovação na criação de cidades mais resilientes, sustentáveis e centradas nas pessoas.
Copenhague e Vancouver: Lições de Sustentabilidade Urbana

O artigo “Copenhague e Vancouver: Lições de Sustentabilidade Urbana”, analisa as estratégias adotadas por essas duas cidades para promover o urbanismo sustentável. Em Copenhague, destaca-se o investimento em ciclovias seguras, sistemas de aquecimento distrital que utilizam calor residual de usinas e a criação de espaços públicos que incentivam a convivência comunitária. Vancouver, por sua vez, implementa metas claras de redução de emissões de CO₂, promove zoneamento misto para aproximar moradias e serviços, e estabelece padrões rigorosos para edificações verdes. A autora enfatiza a importância de adaptar essas práticas à realidade brasileira, priorizando mobilidade ativa, transição energética e participação comunitária no planejamento urbano.