Infraestrutura Urbana e Saúde: território e desigualdade

Ilustração conceitual de infraestrutura urbana com redes de saneamento e contrastes territoriais, representando desigualdades urbanas e seus impactos na saúde pública.

A infraestrutura urbana, especialmente o saneamento básico, constitui um dos principais determinantes da saúde pública nas cidades contemporâneas. Este artigo discute como o acesso desigual à água e ao esgotamento sanitário expressa e reproduz desigualdades territoriais, à luz do conceito de direito à cidade, de Henri Lefebvre, e da noção de território, de Milton Santos. A análise é articulada aos direitos humanos e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, evidenciando a centralidade do planejamento urbano na construção de cidades mais justas e saudáveis.

Como as Áreas Verdes Transformam a Saúde Urbana

Cidade com áreas verdes integradas ao espaço urbano, mostrando a relação entre áreas verdes e saúde urbana por meio de parques, árvores e pessoas em atividades ao ar livre.

As áreas verdes deixaram de ser elementos complementares no planejamento urbano para se consolidarem como infraestruras essenciais à saúde pública. Este artigo discute, com base em evidências científicas, como parques, praças e corredores verdes impactam positivamente a saúde física e mental, mitigam efeitos ambientais críticos e evidenciam desigualdades socioespaciais. Defende-se que o arquiteto e urbanista, aliado à gestão de projetos, desempenha papel estratégico na construção de cidades mais saudáveis, resilientes e equitativas.